
O que é 45 Grave? Há vários rumores que tentam responder a essa pergunta, mas não passam daquelas boas e velhas mistificações que giram em torno de uma banda. Pois bem. Certo dia um cara chamado Paul Cutler leu em um distintivo a seguinte frase: "Nós cavamos 45 tumbas". Achou isso a coisa mais sentido e batizou sua banda como 45 Grave. Surge assim, no ano de 1979, em Los Angeles, um dos fetos doentios do deathrock.
A (de)formação inicial era: Dinah Cancer (ex-vocalista do Vox Pop, Castration Squad e Nervous Gender) no vocal, Paul Cutler na guitarra, Rob Graves no baixo e Don Bolles na bateria. Pessoas inseridas no turbilhão punk, que apreciavam filmes de horror e desvarios.
Gravaram de estréia uma versão de "Riboflavin Flavored, Non-Carbonated Polyunsaturated Blood", música composta por Don Hinson And The Rigamorticians.
Participaram da coletânea "Hell Comes To Your House", lançaram alguns singles e finalmente o primeiro album, "Sleep in Safety", em 83.
Em 84, atingiram o topo da fama participando da trilha sonora do filme "O Retorno dos Mortos-Vivos" com a música "Party Time", junto às bandas TSOL, The Cramps, The Damned, The Flesheaters, Roky Erickson, Tall Boys, Jet Black Berries, SSQ.
Em 85 a banda se desfaz, mas voltam em 87 e lançam o "Autopsy", com músicas de gravações anteriores.Então, o 45 Grave acaba.
...
Não, não acaba por enquanto. Eles voltam e lançam "Only The Good Die Young" em 89, mas, lamentavelmente, Rob Graves morre de overdose em 91.
A banda se desfaz novamente.
Em 93, a Cleopatra Records lança uma coletânea de gravações raras da banda, com o nome "Debasement Tapes". Dinah Cancer forma uma banda chamada Penis Flytrap; Don Bolles forma o Celebrity Skin, mas agora toca em uma banda de "nerd rock", a "Three Day Stubble", com o pseudônimo de "Sal Mussolino". Paul Roessler entra para o "Dream Syndicate".
Ainda não é o fim da linha para o 45 Grave. Em 2005, para comemorar seu 25º aniversário, a banda volta com uma nova formação, tendo apenas Dinah Cancer como membro veterano, mas com a aprovação dos ex-integrantes. Dinah declara em seu blog do MySpace: "Estou construindo isso para manter o espírito do 45 Grave vivo, apresentar sua mágica a novos fãs, e como uma comemorativa pessoal de minhas melhores memórias em ser a força condutora e 'front person' do 45 Grave. Isso é uma parte da minha vida que de fato me mudou para sempre".
Quinta-feira, Setembro 29, 2005
Segunda-feira, Setembro 26, 2005
O site Junkeria Nefasta, arquitetado por Rodrigo Araújo (vulgo heltir).
O recheio principal está na seção "Batzone". A proposta é a seguinte, de acordo com a própria página:
"O Batzone foi idealizado em 2001 pelos amigos Douglas Graves, Rodrigo Heltir e Flávio VoodooSlut, que tinham como objetivo criar um evento que ajudasse a resgatar a irreverência da cena 'gótica' inicial e trazer a geração veterana de volta à berlinda. Após duas edições, os organizadores resolveram investir num zine não periódico, desta vez com novos membros: Felipe Crisis, Alexandre Ratz e Grenouille. Esta site cria um espaço para escoar todas as matérias e entrevistas compiladas em suas edições, de modo a registrá-las virtualmente."
Além disso, há na seção "Inventário" uma extensa lista de discos possuídos pelo heltir - um verdadeiro adicto.
Sempre em atualização, o inventário terá em breve mais itens, como videos, fanzines, livros.
Contudo, ainda está em pendência as seções Desenhos e Links.
O link é:
http://paginas.terra.com.br/arte/junk/
Arrasa, Rodrag!
Quinta-feira, Setembro 22, 2005
Originária de Somerset, Inglaterra, The Mob surgiu em 79 no meio anarcopunk/post punk, integrada por Marc Mob no vocal e na guitarra, Graham na bateria e Curtis no baixo.
A banda mantinha uma posição anti-guerra discursando justamente sobre o lado mais podre da humanidade - guerras, bombas nucleares, matanças - com uma musicalidade muito mais mórbida e niilista que as contemporâneas do mesmo círculo - como Crass, Conflict, Chumbawamba -, com possivelmente uma exceção: Rudimentary Peni, que possuia um estilo também pessimista. Vocais amargurados/desesperados, baixo encorpado, bateria robótica, guitarra soante. Um som que reflete muito bem o temor da Guerra Fria.

O primeiro single, "Crying Again", foi lançado em 1979 pela All the Madmen Records, seguido de “Witch Hunt” em 1980.
Em 81, recrutam o baterista Josef Porta, ex-integrante do The Zounds (The Mob conheceu Josef quando as duas bandas excursionaram juntas e a van quebrou há algumas milhas da casa da Crass Records).
Penny Rimbaud, baterista do Crass, gostou do Mob e então convida o grupo para lançar um single pela Crass Records. Trato feito, lançam "No Doves Fly Here".
Gravaram o Let The Tribe Increase novamente pela All the Madmen, e enfim seu último lançamento: The Mirror Breaks. Depois disso, uma regravação do primeiro single com 5 faixas bônus (ao vivo).
Josef Porta saiu da banda dizendo que estava farto de tocar músicas sobre crianças sendo assassinadas. O grupo se desfaz. Porta formou, junto a Curtis, o Blyth Power, um punk rock folk, que continua até hoje (mas sem Curtis).
Pode-se ouvir algumas faixas do The Mob no seguinte link: http://www.deathrock.com/mob/wordsounds.html
Abaixo, uma letra da banda:
NO DOVES FLY HERE
The sky is empty and it's turning different shades of colour,
It never did before and we never asked for war.
My mind is empty and my body different shapes of torture,
It never was before and we never asked for war.
No-one is moving and no doves fly here,
No-one is thinking and no doves fly here,
No-one remembers beyond all this fear,
No doves fly here
The buildings are empty and the countryside is wasteland,
It never was before and we never asked for war.
The playgrounds are empty and the children limbless corpses,
They never were before and they never asked for war.
No-one is moving and no doves fly here,
No-one is thinking and no doves fly here,
No-one remembers beyond all this fear,
No doves fly here
Segunda-feira, Setembro 19, 2005
Banda formada em 1976 na fértil Londres, X-Ray Spex tocava um punk rock energético e histérico, integrado por Poly Styrene no vocal, Jak Airport na guitarra, Paul Dean no baixo, B. P. Hurding na bateria, e Lora Logic no saxofone.
Por aliar um vocal agudo (descrito como "poderoso o suficiente para perfurar uma folha de metal") com trechos de saxofone, a banda explodia um som não-convencional.
A notável frontwoman Poly não tinha uma beleza padrão, e fazia questão de manter essa anti-imagem, chegando a dizer certa vez: "Se alguém tentasse fazer de mim um sex symbol, eu rasparia minha cabeça amanhã".
Lançaram cinco singles: "Oh Bondage, Up Yours", "Identity", "The Day the World Turned Day-Glo", "Germ Free Adolescents", e "Highly Inflammable".
Tive a oportunidade de assistir a apresentações do X-Ray Spex em um documentário chamado Punk in London. Foda demais!
A banda desmantelou-se em 79...
Poly gravou um LP solo, entrou para o movimento Hare Krishna;
Lora Logic formou o Essential Logic;
B.P. e Jak continuaram tocando juntos no Classix Nouveau, embarcando assim na onda new romantic.
Domingo, Setembro 18, 2005

"Vanishing has Vanished" - Assim diz o (literalmente) último anúncio no site da banda The Vanishing - http://www.thevanishing.com/ -, ou seja, The Vanishing (que significa O Desaparecimento) acabou.
Jessie Evans está agora em um projeto chamado Autonervous, junto de Bettina Köster (que fora do Malaria!). E Brian, em um projeto chamado Zonetech.
Agora é aguardar lançamentos.
Quinta-feira, Setembro 15, 2005
Banda australiana formada em 78, de quando o termo "Industrial" se referia a projetos estranhos e barulhentos, como Monte Cazazza, Throbbing Gristle, Cabaret Voltaire, entre outros. A sigla SPK significava ora uma coisa, ora outra: "Sozialistisches Patienten Kollektiv" (nome de um grupo terrorista da Baader-Meinhof, de 1969, formado por um doutor de clínica psiquiátrica e seus pacientes), "Surgical Penis Klinik", "SepPuKu", etc.Composto por pacientes e funcionários de uma clínica psiquiátrica (assim como no Baader-Meinhof), o apocalíptico quarteto pesquisava semelhanças entre Ciência e ritos mágicos primitivos. O som era originalmente formado de ásperos elementos eletrônicos, vozes, barulhos reais de máquinas; A atmosfera dos shows incorporava videos com chocantes imagens médicas, de pornografia hardcore, performances com carcaças de animais, e demais atrações transgressoras. Música perturbadora, filosofia subversiva e niilista.
Tempos depois, o som direcionou-se mais para o synth pop, e finalmente para um eletrônico orquestrado, sendo que seu último trabalho, "Zamia Lehmannia", é influenciado por música Bizantina.
Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Formada quase apenas por mulheres, Bush Tetras foi uma banda ligada ao No Wave/Post Punk novaiorquino no começo dos anos 80. Eram populares na cena dos clubes de NY, mas não alcançaram a fama no mainstream.
O grupo era guiado por Pat Place (ex-guitarrista e co-fundadora da banda The Contortions), que fazia dissonantes linhas de guitarra, e Cynthia Sley, com seu repetitivo vocal meio-falado meio-cantado.

Banda norte-americana iniciada em 83, com influências que iam de "Killing Joke a Christian Death e Andy Warhol a Edward Gorey". Formado por Moe Adame (vocal/guitarra), Tony Bonanno (baixo), Joel Sparks (guitarra) e Paul Burch (bateria), garotos que apreciavam som punk e estética de horror. Indignados com o lixo radiofônico e com a estagnação do underground, levantaram o lema "No more dinosaur rock!". Tocaram em shows junto a 45 Grave, Specimen, Butthole Surfers, Dead Kennedys.
Foram apenas quatro anos de atividade e apenas um single (homônimo) lançado, mas, anos mais tarde, ao ver na internet um crescente interesse pelo deathrock por um público maior, Moe decide ressucitar a banda e compilar as antigas músicas em um só CD, apadrinhado pelo selo de Jello Biafra (do Dead Kennedys), a Alternative Tentacles. Chegaram a produzir também novos sons, que não devem nada aos primórdios.

Musta Paraati (que significa Desfile Negro) foi uma banda finlandesa de vida curta. Lançou os singles "Romanssi/Kädet", "Johtaja/Jjää", "Myrsky Mousee/Punainen Salama"; em 2001, fizeram uma compilação "Peilitalossa", com músicas dos três singles.
O som: sintetizador fazendo a festa, guitarra chiada ou fantasmagórica... e claro, a tão adorada cozinha (baixo-bateria) post punk.
Quem gosta de coisas como The Cure, Danse Society, Joy Division, não pode deixar de assistir a esse sombrio desfile sonoro.
Rodapé: a banda contava com ex-integrantes da Lama, banda punk da punkíssima Finlândia.

Edith Massey cresceu em um orfanato em Denver, mas partiu para o show business de Los Angeles. Longe do esquema hollywoodiano, Edith vendeu pentes e canetas na estrada, dançou em bares e clubes, trabalhou como garçonete. Viajou pelo país em trens fretados ou pedindo carona. Abrir um bar em Oklahoma, e chegou a trabalhar como madame em um bordel de Illinois. Em Baltimore, cantou em uma banda (Edie and the Eggs). Abriu uma loja de conveniência e trabalhou no Pete''s Hotel, onde foi descoberta pelo cineasta John Waters. Este a convidou para atuar em filmes: Pink Flamingos, Multiple Maniacs, Female Trouble, Desperate Living, e Polyester.
Nos anos 80, gravou duas músicas (divertidíssimas!): Big Girls Don''t Cry e Punks, Get Off The Grass.

